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Arquiteto Urbanista e Jornalista, premiado como artista visual, animador, roteirista, quadrinista, bonequeiro e gestor social.
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Desbloqueando: Daqui pra lá, de lá pra cá!

Fala-se muito em pensar fora da caixa, mas uma das maiores dificuldades de quem vive correndo para sobreviver, é fugir da resposta pronta e buscar soluções em lugares diferentes. Este é o quinto passo da série sobre os bloqueios criativos listados por Simberg,

Bloqueio 05
Dificuldade de relacionar situações remotas   

Descrição
Parece que o mundo se tornou um grande fast-food, não é mesmo? Tudo tem que ser resolvido o mais rápido possível. Com tanta pressão, a gente tende a tentar resolver as coisas sempre dentro da nossa zona de conforto e o que sair disso não presta. O problema é que a criatividade e a inovação se estabelecem justamente a partir de soluções inusitadas, diferentes do comum.

Essa dificuldade de buscar soluções em outras áreas de conhecimento ou em outros contextos e tempos para aplicar nas situações enfrentadas, faz com que as respostas se reduzam àquelas que já estão prontas, que já conhecemos bem, zerando o combustível criativo.

Tipo
Bloqueio de percepção

Portas de entradas
Alta especialização, viver na bolha social, medo de se arriscar.

Atitudes libertadoras
Experimentar a vida, conversar com pessoas diferentes sobre assuntos diferentes, aprender a calcular os riscos e seus custos e benefícios.

Dica salvadora
Estando só ou em grupo, faça sempre um exercício rápido de imaginação ao se deparar com um problema, saindo de seu lugar de conforto e especialização ao se colocar em um outro papel.

Pergunte-se ou pergunte para sua equipe: Se eu fosse um astronauta, como resolveria isso? Se nós fossemos japoneses, como trataríamos essa situação? Se nós fossemos nossos pais e mães, como reagiríamos? Vá mudando as áreas de atuação profissional e de visão de mundo. Isso treinará seu cérebro para buscar soluções em situações ou áreas que você pode estar desprezando.

Um “causo”
Esse causo é clássico, mas é muito bacana. Em 1964, um navio afundou em um porto de água doce do Kwait e a carga milhares de ovelhas e carneiros começou a apodrecer no fundo da água, ameaçando contaminar tudo por li. Era preciso agir rápido e as alternativas óbvias, “lógicas”, como guindastes e cabos de aço, por vários motivos, estavam fora de questão. Além disso, o navio não poderia rachar, tinha que subir inteiro para não despejar o perigo biológico no mar!

A empresa de seguros era dinamarquesa e pediu ajuda para a equipe do inventor Karl Kroyer. Em pouco tempo, eles apareceram com uma solução esquisita: sugeriram que se bombeasse bolinhas leves e flutuantes, parecidas com as do jogo de pingue-pongue. No caso, usaram EPS e deu certo!

O engraçado é que essa ideia já havia sido utilizada pelo pato Donald para salvar a fortuna do Tio Patinhas, na história “O naufrágio do S.S Patinhas”, que Carl Barks escreveu em 1949.

Coincidência ou cópia, o que importa aqui é que a equipe do inventor subverteu a ideia de puxar o navio da água usando a engenharia da época, buscando a solução em um lugar diferente do habitual, subvertendo a história dos resgates navais.

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